Editorial Goianão Inhumas
Pelo Brasil afora, até o fim de junho, o povo vive um tempo de festas e brincadeiras juninas.
Pelo Brasil afora, até o fim de junho, o povo vive um tempo de festas e brincadeiras juninas. Nos colégios, varandas, ranchos, salões de eventos e clubes preparam-se grupos para dançar quadrilha, pessoal revivendo um casamento caipira com toque da sanfona, pandeiro, cavaquinho, violão ou mesmo o som mecânico animando o forró.
Cada vez mais, um maior número de pessoas sente necessidade de retomar o contato com essas manifestações culturais de nossas raízes. A sociedade moderna, mergulhada no imediatismo da produção e do consumo materialista, não pode perder o contato com as fontes mais profundas.
A verdadeira festa iguala as pessoas e transforma qualquer espectador em protagonista. Isso é humanizante e transformador. O evento convida cada pessoa a sedimensionar seu tempo e a ser capaz de parar e recrear. Por mais superficiais que sejam, seus cultos-espetáculos dão a sensação de que todos participam de uma festa comunitária e profética.
Manifestações daqueles tempos no qual tudo era de cunho religioso, as festas juninas comemoram o nascimento ou o dia da morte de Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. A raiz das festas é religiosa, mas hoje elas são mais livres e pertencem à cultura popular. Através delas, as pessoas revivem a saudade do mundo rural.
Cantando a música: "Com a filha de João, / Antônio ia se casar, / mas Pedro fugiu com a noiva, / na hora de ir pro altar..."
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